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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Curso de Redação - Parte Final - Tipos de Argumentação

Pragmático: é a relação de causa e efeito entre acontecimentos: "os fins justificam os meios."

Desperdício: consiste em convencer alguém que depois de começado alguma coisa, não vale a pena abandoná-la: "nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo é tentar mais uma vez."

Exemplo: imitar ou não as ações de alguém: "Porque convertia o Batista tantos pecadores? Porque assim como suas palavras pregavam aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos."

Modelo e anti-modelo: é uma variação do exemplo. Os sensatos são um exemplos de modelo, os loucos, de anti-modelo: "os sensatos têm mais que aprender com os loucos do que os loucos como sos sensatos."

Analogia: É uma relação entre fatos distintos: não deis aos cães as coisas santas, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.

Compatibilidade e incompatibilidade: argumento que procura provar se um fato é compatível ou não com a tese: "é evidente que é o fim da picada um ex-presidente se encontrar com um presidente da Câmara para tratar de um assunto que, inequivocamente, diz respeito ao governo."

Regra de Justiça: o autor argumenta que é necessário dispensar o tratamento idêntico aos seres e situações de uma mesma categoria: "Sim sua compaixão se derrama como mel sobre qualquer um que caia nas malhas da lei, contanto que não seja um corrupto de direita,para os quais não há perdão. Se for de esquerda vira, imediatamente, um injustiçado herói do povo brasileiro, vítima dos "facínoras e canalhas" da Lava Jato.

Retorção: o próprio argumento do opositor é utilizado como  réplica, exemplo, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) obriga-se que todo veículo tenha cinto de três pontas e apoiadores de cabeça (inclusive os carros mais antigos), mas no mesmo CTB, um artigo que se proíbe fazer alterações no carro.

Ridículo: consiste em ridicularizar o argumento do opositor: "São Paulo quase some sob às águas de março e os culpados são de novo as vitimas. Se não fosse o tal povo sujar as ruas, os bueiros não teriam ficado entupidos e não teria, em consequência, havido alagamentos."

Definições Etimológicas: é um tipo de argumentação em que o autor utiliza a origem das palavras para convencer o leitor: "Convencer é vencer junto com o outro, não há perdedores, afinal convencer é formado pela preposição com + vencer. Se fosse para haver um perdedor seria contravencer."

Definições normativas: para que esse tipo de argumentação tenha efeito, é necessário que exista um acordo pré-estabelecido. Um arquiteto ao combinar um serviço com o cliente deve combinar entre eles que uma janela serve para contemplar a paisagem. Esse tipo de argumentação é muito utilizado entre prestadores de serviços e clientes.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Curso de Redação - Parte 6 - Dicas para escrever uma boa redação (Os elementos da redação II)

Fazer uma boa redação, como muitas outras coisas da vida, é treino e prática. A medida que escrevemos mais e mais textos, mais vamos desenvolvendo a habilidade de escrever uma boa redação. Iremos retomar algumas coisas ditas na postagem anterior, mas agora como dicas mais práticas.

Falemos um pouco sobre a comunicação e a expressão escrita. Um bom escritor não abre mão de realizar pesquisas a fim de criar argumentos sólidos. O leitor percebe quando uma redação foi desenvolvida a partir da leitura de bons textos ou quando a redação é baseada somente a partir dos achismos do escritor. Siga as  dicas abaixo para fazer uma boa redação.

1. Dê seriedade ao seu texto e demonstre autoridade naquilo que você escreve. Não use frases feitas ou próprias da comunicação coloquial; não faça piadas, não reproduza hinos de times ou receitas culinárias, não copie trechos dos textos motivadores etc.
2. Leia constantemente. Antes de você, outras pessoas já estudaram profundamente os mais diversos tipos de temas, eles são fontes de conhecimento.
3. Faça anotações de suas leituras, mesmo que sejam feitas nas bordas das páginas do seu livro, revista etc.
4. Determine a extensão de sua redação. Geralmente trinta linhas é um número aceitável.
5. Estude gramática. O Enem exige do aluno conhecimento da norma culta e dos mecanismos da língua. Uma frase ambígua como esta: "a professora pediu a aluna que guardasse seus livros" pode ser facilmente esclarecida se o aluno conhecer a gramatica da língua.
6. Dicionários são ótimas ferramentas a disposição do escritor. Existem vários tipos de dicionários dos mais básicos aos mais específicos. 
7. Faça interpretações literárias (contexto interno) e culturais (contexto externo) de suas leituras e de seus textos autorais.
8. Elabore uma tese e crie argumentos que a justifique.

O autor não irá realizar boas redações do dia para a noite, por isso é importante seguir essas dicas que irão preparar o estudante para o dia do exame. Errar durante a aprendizagem é normal e é preferível que isso aconteça durante os estudos do que no dia da prova.

O tema de uma redação não é definido pelo candidato, por esse motivo é importante que o autor esteja preparado lendo os mais diversos tipos de assuntos. O corretor percebe nas primeiras linhas da redação que o escritor não tem assunto para discorrer sobre o tema.

Já o candidato que tem muito assunto pra discutir sobre o tema, precisa definir prontamente qual será sua tese que nada mais é que uma declaração contendo uma proposta de discussão sobre o tema. É interessante o aluno escrever em uma folha a parte qual será sua tese a fim de que não se afaste dela. É muito comum encontrar redações em que o autor no meio do texto contrarie a própria tese que propôs defender. Por outro lado, é muito difícil encontrar uma redação com uma tese bem definida. Portanto, escreva sua tese em uma folha a parte.

Com a tese em mente, o candidato deverá elaborar sua introdução preparando o leitor para a tese na qual irá girar todo seu texto. É na introdução que ele definirá termos e conceitos.

Após a introdução,vem aquela que é a parte mais importante da redação: a argumentação que terá uma postagem totalmente dedicada a ela.

Finalmente temos a conclusão e, como alguns exames exigem, a proposta de intervenção. A conclusão é uma síntese de tudo que foi dito anteriormente. O autor irá resgatar coisas que foram expostas na introdução e na argumentação fechando seu texto. A proposta de intervenção é a sugestão dada pelo autor para que algum problema que incomoda a sociedade seja realizado. Uma proposta de intervenção deve envolver o cidadão como indivíduo, a sociedade como coletividade de vários indivíduos e o Estado, que tem como função organizar essa sociedade por meio das normas de convivência.

E finalmente o escritor deverá criar título que possa traduzir tudo aquilo que ele escreveu no texto a fim de atrair a atenção do leitor. Escrever o título após ter feito a redação é útil, porque o título na verdade é um resumo com poucas palavras de tudo que escrevemos. Bom lembrar que o título não deve ser confundido com o tema, por esse motivo o tema não pode ser o título e o título não é as primeiras palavras do primeiro parágrafo.

Até a próxima postagem. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Curso de Redação - Parte 4 - Texto e Contexto


O texto é um empréstimo metafórico da ação de se tecer um tecido por meio dos fios. Metaforicamente, podemos imaginar as linhas e as palavras do texto como os fios e o texto com o tecido criado.

Texto em linguagem e comunicação é o conjunto de palavras escritas, uma tendo relação com a outra e criando uma ideia, uma noção, um conceito ou um pensamento que se queira transmitir. Logo um texto deve passar alguma informação. 

Podemos classificar  até mesmo o texto como uma porção de um conjunto textual maior. Uma frase isolada também é considerado um texto, ainda que seja uma porção mínima desse contexto.    

Logo um parágrafo, uma frase ou uma palavra é considerada um texto (uma porção) de seu contexto (o todo). O contexto somente existe a fim de criação e análise textual, logo texto e contexto são inseparáveis. Existem diversos tipos de contextos. O autor de um texto deve levá-lo em conta ao escrever sua redação para que ela seja eficaz.

Um contexto pode ser interno ou externo. Quando o contexto é interno, a parte isolada de um texto terá contextos anteriores ou posteriores conforme sua posição no texto. Até esse momento, esse parágrafo possui apena contextos anteriores, desse parágrafo em diante, contextos posteriores. Contextos externos englobam a produção textual, a história, o psicológico, a sociedade etc. Desse modo, um dos contextos externos que me levou a escrever esse texto é a perspectiva de que alguém esteja interessado em sabem mais sobre como produzir uma boa redação. 

Ao criar sua redação você deve levar em conta os contextos internos (minha frase está suficientemente clara, não estou sendo contraditório, uso argumentações adequadas etc) e também os externos ( estou elaborando uma redação conforme o tipo textual solicitado no enunciado da prova, levo em conta a expectativas do leitor, antecipo informações desse interlocutor ausente etc). 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Curso de Redação - Parte 3 - A redação e a comunicação

A comunicação interpessoal procura transmitir ideias, sentimentos e propósitos. A redação, uma modalidade escrita da comunicação, procura sensibilizar as pessoas a adotarem nosso ponto de vista e realizar aquilo que desejamos.

Sabemos que existem três elementos básicos para que uma comunicação seja criada: o emissor, a mensagem e o receptor. No entanto, esses três elementos não garantem que o mensagem seja compreendida pelo receptor. A incompreensão da mensagem pode ocorrer devido o desnível cultural, não só do receptor, mas também do emissor (provavelmente o desnível cultural do emissor ocorra por falta de conhecimento do tema ou desconhecimento grave da modalidade escrita da língua). Outro tipo de ruído é a especificidade do assunto (ou desconhecimento do tema, novamente). 

Percebe-se que o conhecimento do tema é essencial para escrever uma boa redação, por isso é importante o aluno sempre estar "por dentro" dos últimos acontecimentos, afinal o candidato só saberá o tema sobre o que irá dissertar no momento da prova. 

O leitor é um interlocutor ausente, portanto, o escritor deve adequar o texto ao leitor, antecipando possíveis dúvidas. Por exemplo, o escritor deve definir conceitos e ideias, principalmente quando o escritor remete seu texto para as áreas do conhecimento científico. O leitor não é obrigado a saber tudo, mas é obrigação do escritor esclarecer as aquilo que consta em seu texto.

Gostaria de ter sua redação corrigida? Mande seus textos para o email: cleirebech@gmail.com. A partir de R$ 15,00 você terá 4 redações corrigidas e anotadas. Você poderá escolher seu tema.  

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