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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Plural dos substantivos compostos em seis regras fáceis de entender

Aprender o plural dos substantivos compostos é fácil, desde que o aluno consiga distinguir as classes gramaticais e as palavras variáveis e invariáveis. Tendo isso em mente, passemos a explicação. 

(1) Substantivos, adjetivos e numerais são palavras variáveis. Os elementos que pertençam a uma dessas três classes gramaticais irão para o plural, independente da posição que ocupem na palavra composta:

cartão-postal = cartões-postais = um substantivo + um adjetivo
quarta-feira = quartas-feiras = um numeral + um substantivo
amor-perfeito = amores-perfeitos = um substantivo + um adjetivo
guarda-noturno = guardas-noturnos = um substantivo + um adjetivo

(2) Advébio, interjeição, preposição, e conjunção são invariáveis. O verbo, na formação dos compostos, também passa a ser considerados invariáveis. Qualquer elemento que pertença a uma dessas cinco classes gramaticais não varia no plural:

arranha-céu = arranha-céus = um verbo + um substantivo
abaixo-assinado = abaixo-assinados = um advérbio + um adjetivo
guarda-roupa = guarda-roupas = um verbo + um substantivo 

Obs: a palavra guarda, dependendo do composto, é considerado um substantivo ou um verbo. Muito fácil distinguir sua classificação gramatical: guarda é substantivo quando se refere a pessoa ou profissão, se preferir (guardas-ferroviários); mas guarda é verbo ao se referir a objetos (guarda-chuvas).

(3) Compostos formados por onomatopeia ou palavras repetidas somente último elemento vai para o plural:

o reco-reco = os reco-recos
o bem-te-vi = os bem-te-vis

(4) Quando o segundo elemento especifica (função de adjunto adnominal ou do adjetivo) a primeira palavra ou indica finalidade, somente o primeiro elemento sofre plural: 

navio-escola =  navios-escola
escola-modelo = escolas-modelos
homem-aranha = homens-aranha

Obs: Quando um composto é formado por dois substantivos, existe a opção de sofrer plural somente o primeiro elemento do composto. Se juntarmos essa regra com a regra que afirma que quando o segundo elemento esdpecifica ou indica a finalidade do primeiro, fica fácil formar os plural dos compostos do grupo 4.

(5) Sofre plural somente a primeira palavra do composto formado por elementos ligados por preposição:

pé de moleque = pés de moleque 
pingo-d'água = pingos-d'água 

(6) Se o composto for formada por palavras invariáveis (regra 2) ou com sentidos opostos, nenhum elemento sofre plural. 

o leva e traz = os leva e traz
o bota-fora = os bota-fora

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Curso de Redação - Parte 5 - Os Elementos Básicos da Redação



Toda boa redação deverá conter ao menos quatro elementos básicos:
1. um tema,
2. o ponto de vista, 
3. seus argumentos e, finalmente,
4. e a forma como essas partes acima estarão dispostas no papel.

É sobre esse último elemento que iremos falar daqui em diante, porque ele irá englobar os três anteriores. Quando analisada, percebemos que uma redação pode ser composta de oito partes (ou seja, essas partes (com exceção dos elementos básicos) não são indispensáveis em uma redação. Vejamos cada uma.

O título por exemplo é solicitado em algumas redações, por outro lado, no ENEM ele não é cobrado. O título é um destaque a fim de chamar a atenção do leitor para a leitura. Possui quase um caráter vocativo, como se o autor dissesse ao leitor: "ei leitor, veja que interessante esse meu texto. Venha lê--lo" . Jamais o título deve reproduzir o tema.

O texto é o "tecido" que abarcar tudo aquilo que o autor deseja transmitir ao leitor. Devemos considerar o texto como parte, já que a mesma coisa que escrevemos no papel poderia ser realizada em um discurso falado, portanto, a redação somente existe como materialidade porque existe o texto.

O tema é a principal causadora de dores de cabeça para o autor da redação pois que a fuga do tema causa nota zero para quem dela depende para a entrada no curso universitário. O tema nada mais é que o assunto (ou a síntese desse assunto) do qual se escreve. O tema deve ser limitado pelo escritor. A ecologia é um tema bastante vasto, mas as redações geralmente limitam o assunto, por exemplo, o macro-tema é ecologia, limitado em um micro-tema: a preservação dos mananciais em zonas urbanas. Sair do micro-tema é fuga do tema e gera nota zero: falar da preservação dos rios da bacia amazônica, por exemplo.

A introdução é a apresentação do tema ao leitor que apesar de já saber sobre o que se vai se falar, é necessária. A introdução demonstra se o autor irá desenvolver ou não uma boa redação. Nela se apresenta os conceitos que irão ser desenvolvidos no restante do texto.

A tese nada mais é que uma proposição ou afirmação que deverá ser defendida pelo autor por meios de argumentos.

A argumentação é que um conjunto de fatos, de ideias, de provas agrupados pelo autor  que servem para sustentar sua tese.

A conclusão é a dedução a que o autor chega ao expor todas suas argumentações. É um balanço final de suas conjecturas. Pontos que foram expostos na introdução e no desenvolvimento devem ser retomados na conclusão.

O apelo é o último elemento a ser descrito em nosso texto. O autor convida o leitor a aderir ao seu ponto de vista. Alguns exames chama o apelo de proposta de intervenção que é uma sugestão que o autor expõe a fim de que um problema seja solucionado pela sociedade.

Falamos das partes que compõem uma redação. Elas não necessariamente compõem parágrafos. Duas ou mais partes podem estar contidas em um só parágrafo, como por exemplo a conclusão e o apelo. Geralmente uma redação possui cerca de trinta linhas divididas em três ou quatro parágrafos. Em postagens posteriores detalharemos como compor cada um dessas partes.  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A voz passiva

As vozes verbais é um dos temas mais interessantes da língua portuguesa e conhecê-las é ter a disposição excelentes efeitos em nossos textos. 


Em uma voz passiva destacamos a ação recebida e, principalmente, o agente que a realizou, mais do que o sujeito que a recebeu. Estruturalmente, a voz passiva é composta por um sujeito passivo, um verbo conjugado e um particípio e, por fim, o agente da passiva:


Acima temos um caso de voz ativa. Interessa-nos principalmente o verbo transitivo direto. Passemos agora essa frase para a voz ativa:

A forma verbal ativa, com o verbo ser conjugado e o particípio, passa para a voz ativa. Vejamos outro exemplo:
Temos uma frase simples com verbo transitivo indireto. Será possível passar essa estrutura para a voz passíva?



Um exemplo de uma suposta voz passiva com verbo intransitivo. Você consideraria essa estrutura típica da língua portuguesa. Em outras palavras, você diria ou escreveria uma frase como essa? Creio que não. Portanto, somente conseguimos criar uma voz passiva com um verbo transitivo direto.   

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Curso Prático de Latim - Parte 2 - 1a. Declinação e verbos 1

Os substantivos e os adjetivos latinos são declináveis, isto quer dizer, cada função sintática dos substantivos e dos adjetivos possui uma terminação diferente.


 Singular
 Plural
 Nominativo (Sujeito)
 Rosa
 Rosae
 Vocativo
 Rosa
 Rosae
 Genitivo (adjunto adnominal)
 Rosae
 Rosarum
 Dativo (objeto indireto)
 Rosae
 Rosis
 Ablativo (adjunto adverbial)
 Rosa
 Rosis
 Acusativo (objeto direto)
 Rosam
 Rosas

Presente do Indicativo e Pretérito Perfeito

amo
deleo
lego
capio
audio
amas
deles
legis
capis
audis
amat
delet
legit
capit
audit
amamus
delemus
legimus
capimus
audimus
amatis
deletis
legitis
capitis
auditis
amant
delent
legunt
capiunt
audiunt

amavi
delevi
legi
cepi
audivi
Amavisti
delevisti
legisti
cepisti
audivisti
amavit
delevit
legit
cepit
audivit
amavimus
delevimus
legimus
cepimus
audivimus
amavistis
delevistis
legistis
cepistis
audivistis
amaverunt
deleverunt
legerunt
ceperunt
audiverunt

amar, destruir, ler, pegar e ouvir.


domingo, 27 de novembro de 2016

Curso Prático de Latim - Parte 1


Poetae linguam Graeciae amant.

Poetae - sujeito (nominativo)
linguam - objeto direto (acusativo)
Graeciae - adjunto adnominal (dativo)
amant - 3.a pessoa plural do presente do indicativo 

Colocado em ordem direta, temos: Poetae amant linguam Graeciae, ou seja, "os poetas amam a língua da Grécia. 

A partir das informações acima, já podemos fazer algumas traduções (atende-se para a terminação final de cada palavra, observe que elas se repetem)

1. Coronae reginas ornant. 
Corona - coroa
reginas (acusativo plural) - rainha
orno (-re) - enfeitar, ornar.

2. Laetitiam nautis das.
Laetitia - alegria
nautis (objeto indireto - dativo) - nauta - marinheiro
das (do, dare - dar) - 2a. pessoa singular presente do indicativo

3.Gloriam patriae do.

4. Agricolas laudamus.
laudamus (laudo, are) - louvar

5. Incolas silvarum laudatis
Incola - habitante
silvarum (dativo plural)
laudatis - 2a. pessoa plural do presente do indicativo

6. Victoriam nuntiamus.
nuntio, are - anunciar, comunicar.

7. Aqua insulas circundat.
insula - ilha
circundat - 3a. pessoa singular do presente do indicativo

8. Nautarum vigilantia patriam servant.
servo, are - preservar, proteger, guardar

9. Luna umbram fugat e terram illustrat
umbra - sombra
illustro - ilumina
fugo, as, are, avi, atum - afugentar, por em fuga.

RESPOSTAS.

1. As coroas enfeitam as rainhas
2. Doas alegrias aos marinheiros
3. Proporciono gloria a pátria.
4. Louvamos os agricultores
5. Louvais os habitantes das florestas
6. Anunciamos a vitória.
7. A vigilância dos marinheiros preserva a pátria.
8. A lua afugenta a sombra e ilumina a terra.




sábado, 26 de novembro de 2016

Curso de redação - parte 1

A redação é, entre as diversas atividades desenvolvidas nas  escolas, uma das mais espinhosas, não só porque é  odiada e temida pelos alunos, mas também uma carta na manga de muitos profissionais: não tendo conteúdo para oferecer, nada melhor do que solicitar uma redação aos alunos.

A palavra é o melhor meio de comunicação criada pelo ser humano. É ela que nos distingue dos outros reinos animais. No princípio, o ser humano se comunicava por meio de sinais corporais (gestos), depois vieram os sons na comunicação humana (a fala) e finalmente a escrita consolidou por vez a comunicação entre as pessoas.

Podemos dizer que a comunicação é um fenômeno biológico, psiquico e social. Biológico porque necessitamos de um cérebro desenvolvido para a comunicação; psíquico, porque a comunicação evoca coisas concretas e abstratas; e finalmente social, porque reconhecemos indivíduos semelhantes a nós mesmos e necessitamos comunicar-lhes algo que nos é valioso.

A escrita é tão importante que até hoje consideramos as sociedades letradas mais desenvolvidas que sociedades ágrafas. E ainda hoje, podemos dividir a sociedade entre aqueles que conseguem se comunicar pela escrita e aqueles que não conseguem. 

Afinal, para que serve a redação? Em uma sociedade, conflitos surgem e a palavra escrita veio para estabelecer firmemente quais atitudes se esperam de seus membros. Mas isso não quer dizer que as coisas não devam ser debatidas. É justamente aí que se percebe a principal utilidade da redação: é a oportunidade que o aluno tem de expressar sua opinião frente a um dado problema. Além disso, é uma preparação que o aluno faz para que possa expressar seu ponto de vista em um ambiente não tão amistoso como a sala de aula.

Assim a função social da redação é debater de modo estruturado os problemas que afligem a sociedade propondo-lhes sempre que possível uma solução. Pedagogicamente, podemos dividir   a redação, a princípio, em uma introdução, uma narração, argumentos e conclusão.

Terminamos por aqui nossa primeira parte.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Prefácio Gramática Latina João Ravizza

PREFÁCIO DA NONA EDIÇÃO




QUAL é o livro didático que em qualquer disciplina pode construir o ideal para ser adotado em nossos Ginásios?

Sem medo de qualquer contestação ou objeção séria com a experiência de quase 40 anos de magistério - e tendo em vista os diversos interesses em jogo, podemos responder: É o livro ÚNICO e COMPLETO que se entrega ao aluno desde o primeiro ano da matéria até a conclusão do estudo da disciplina. E isso sem distinção de Curso nem tampouco de matéria principal ou secundária, porque essa distinção diz respeito tão somente à pedagogia didática do livro e porque qualquer disciplina constitue sempre um quid unum índivisibile.

Não simpatizamos com os resumos que são a negação de qualquer cultura. Procuramos aplicar esses princípios à nossa GRAMÁTICA LATINA – 9º. edição.

Com efeito: É livro único e completo.

Destina-se esta gramática aos estudantes dos cursos ginásiais e complementares ou pré-universítário. Por ser mais extensa e completa até agora publicada em língua portuguesa, é a melhor para ser adotada nos Seminários em que o curso de latim deve ser feito em seis anos.

Foi escrita para aqueles que só precisam dos elementos essenciais da língua, como para aqueles que devem estudá-la a fundo como chave de uma cultura superior filosófica e teológica.

Para alcançar praticamente esta grande finalidade, temos já dizer que são DUAS GRAMÁTICAS num só VOLUME, porque com corpo 10 foi reeditada quase toda, a sexta edição Elementar (já esgotada), arcabouço completo da língua e já de per si uma excelente gramática e em corpo 8 todos os comentários, observações, explicações e notas.

Obedecendo a distribuição da matéria a este critério eminentemente pedagógico poderá facilmente o professor distinguir o essencial do secundário e escolher de acordo com as necessidades da própria aula.

Seu excelente método pedagógico proclama-o o grande número de exemplares vendidos.

Se o lucro fosse o único ideal da nossa iniciativa, facílimo nos teria sido explorar a boa fé do público, impingindo-lhe um daqueles livros em que a capa berrante e uns atavios tipográficos escondem a pobreza absoluta da matéria que pretendem explanar.

O quanta species... cerebrum non habet! Se a raposinha de Fedro vivesse em nossos dias não aplicaria sua crítica às máscaras de teatro, mas... a não poucos livros didáticos, que infelizmente pululam entre nós.

Não. Não enveredamos por este caminho de conquistas fáceis armados tão somente das desinências das cinco declinaçoes e dos esquemas das quatro conjugações, mas preferimos apresentar um verdadeiro livro didático, uma boa e completa gramática latina, que aguarda com confiante tranqüilidade a crítica honesta dos entendidos.

Lorena, 1.° de Janeiro de 1940.

P. João Ravizza

(Da Arcadia Romana)

Dia Nacional do Futebol - Eduardo gaudêncio

  Dia Nacional do Futebol  Eduardo gaudêncio O Futebol é antes de tudo uma metáfora.  Quando Nelson Rodrigues disse que o Brasil era a Pátri...